segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Adios-oh-oh ou Adeus aos olhos verdes do meu briefing


Queria dizer que traio a mim mesmo quando me deparo com tal envolvimento, no entanto, não a você, minha amada. Com certeza se ela tivesse os seus olhos dourados de mel que num feixe de sol me retornam verdes como a esmeralda do oceano que eu te amo; se ela levasse nos dedos finos e delicados o anel majestoso que levas nos teus, minha princesa, e com eles arranhasses suavemente meu rosto com tuas unhas cor-de-areia; se ela tremesse os frágeis dedinhos ao se aproximar de meus lábios; se ela escrevesses com uma pena em itálico como uma rainha declarando todo o seu amor a um plebeu; ah, mas se ela tivesse seu rosto esculpido de barro pêssego e maracujá; com certeza, então, ela não teria seus cabelos de por-do-sol no mar; se ela tivesse seus lábios frescos de maça e morango da estação para devorá-los; ah, se ela tivesse o olhar de quem não precisa sorrir para dizer sim ou dizer que me ama; ela com certeza não teria os olhos de quem me atravessa o coração como tu somente; e por deus se ela tivesse teu sorriso que me leva a outras dimensões onde deito contigo sob um luar e um cobertor de palha e nos teus peitos encosto minha cabeça enquanto sussurras qualquer canção de amor; ah, se tivesse a tua voz e se dissesse como me diz para ser forte e que está ao meu lado, se ela viesse também me encontrar nos meus sonhos nos quais posso te beijar sobre as nuvens não menos reais do que quando me acordas com teus beijos suaves; se ela ainda trouxesse o copo de leite que todo dia de manhã trazes pendurado no teus cabelos exalando a eterna primavera; ah, mas se a tivesse conhecido cadeira ao lado meu se distraindo com restos de uma borracha como uma criança - sempre soube que não querias apagar mais nada dali em diante; eu não sorriria, não sorriria para demonstrar o quanto estou feliz, uma vez que não há sorriso capaz, não há cinese, não há como reproduzir gestualmente a catarse que sinto quando tenho você ao meu lado. És um arco-íris que explode quando encontro nos teus pés o tesouro que logo me leva às alturas. Isso que escrevi não pode representá-la. Não ao meu coração que agora sabe que amor e felicidade nunca foram sentimentos tão simplórios, fortes quando suficientes somente para uma criança se apaixonar e, sendo assim, me preparava para conhecê-la. Agora posso lhe dizer que não há sol, não estrelas, não há galáxias nem dimensões maiores do que aquela onde estou sob o luar deitado ao teu lado com minha cabeça sobre teus seios enquanto cantas e o mar bate nos nossos pés e eu, completamente extasiado num estado básico de infinito amor, continuo, inutilmente, procurando palavras.

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